Anchooor
Proposta de Irã e Omã para Hormuz aumenta apreensão nos mercados enquanto aprovação dos EUA permanece incerta
Os mercados impulsionaram o petróleo e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA para cima, enquanto relatos sobre termos restritivos em Hormuz e a falta de aceitação pelos EUA pesaram sobre as ações e se espalharam pelo Brasil após um corte modesto do Copom.
Reportagens de quinta‑feira de que o Irã e Omã propuseram um quadro para reabrir o estreito de Hormuz incluíam condições restritivas, como proibições ao trânsito dos EUA e de Israel, e deixavam claro que qualquer reinício ainda precisa de negociação e aceitação pelos Estados Unidos.
A publicação desses termos restritivos elevou o Brent e outros benchmarks de petróleo, o que, segundo operadores, repercutiu em expectativas de inflação mais altas e ajudou a empurrar o rendimento do Treasury americano de 10 anos para cima em cerca de seis pontos base, para cerca de 4,676%.
Os índices acionários dos EUA fecharam em baixa no dia, à medida que a alta do petróleo e dos rendimentos, combinada com resultados fracos do setor de tecnologia, puxou o Dow, o S&P 500 e o Nasdaq para baixo em relação aos níveis anteriores.
O Copom do Brasil cortou a taxa Selic em 25 pontos base, para 14,00%, mas retirou orientação clara sobre cortes futuros, uma medida que elevou as taxas DI com ajuste entre bancos e contribuiu para uma queda de 1,23% do Ibovespa, à medida que movimentos globais de rendimentos e do petróleo se refletiram nas curvas locais.
Os investidores observam dois motores de curto prazo para direção: os dados de empregos dos EUA que podem remodelar as expectativas de política do Fed após reportagens do Financial Times de que o presidente do Fed, Kevin Warsh, pode favorecer um aumento em setembro, e se Washington aceitará ou reformulará a proposta Irã–Omã, o que determinará os caminhos do petróleo e dos rendimentos.