Proibição federal de apostas impulsona clubes a buscar apoio a Flávio Bolsonaro
Perda de cerca de R$1 bilhão em patrocínios leva dirigentes a discutir apoio ao pré-candidato do PL, que promete reautorizar apostas esportivas reguladas
O Executivo editou a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe apostas esportivas e cassinos online, e o Supremo Tribunal Federal (STF) negou suspender a medida, levando grandes plataformas de apostas a cessarem operações no Brasil.
Antes da proibição, empresas de apostas eram patrocinadoras principais de 13 clubes da Série A em contratos que valiam cerca de R$1 bilhão, e dirigentes afirmam que a perda súbita dessa receita prejudicou orçamentos e planos comerciais dos clubes.
Dirigentes publicaram um manifesto conjunto e apresentaram recursos ao STF pedindo preservação dos contratos de patrocínio e questionando os efeitos imediatos da medida provisória.
O jornalista Rodolfo Schneider relatou que alguns executivos de clubes, de forma privada e sem declarações públicas até o momento, têm discutido abertamente apoiar Flávio Bolsonaro, por ele ter sinalizado planos de reautorizar apostas esportivas enquanto mantém os cassinos online proibidos.
Reportagem também atribui a fontes do governo um papel decisivo do ministro das Comunicações, Sidônio Palmeira, na convencimento do presidente Lula a adotar a ampla restrição, um desdobramento que colocou as finanças do futebol na agenda eleitoral e pode moldar alinhamentos políticos de segunda ordem.