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Probabilidades de super El Niño aumentam, forçando mudanças na agricultura e treinamento contra incêndios em Roraima
Projeções crescentes de El Niño aumentam o risco de seca e incêndios florestais no Brasil, levando a treinamentos comunitários de manejo de fogo além de mudanças nas escolhas de plantio e nas previsões econômicas.
Previsões meteorológicas agora colocam um super El Niño como cada vez mais provável de se fortalecer na segunda metade de 2026 e possivelmente persistir até o início de 2027, aumentando a perspectiva de condições mais quentes e secas em partes do Brasil.
As agências federais Funai, Ibama e Prevfogo ofereceram capacitação em prevenção de incêndios e gestão integrada do fogo a pelo menos sete comunidades indígenas em Roraima para reduzir a chance de queimadas tradicionais se tornarem grandes incêndios florestais.
Em Campo Alegre e outras aldeias, moradores reduziram queimadas controladas e deslocaram algumas roças das bordas da floresta para o lavrado, uma mudança que reduz a pressão sobre a floresta, mas torna as culturas mais dependentes das chuvas sazonais.
Agricultores indígenas relatam preocupação aguda com a escassez de água e possíveis perdas de safra durante um período seco previsto, com alguns dizendo que esperam perder boa parte de sua produção sem mais água ou apoio.
Economistas e comentaristas alertam que os efeitos vão além das safras porque a baixa cobertura por seguros rurais e decisões de investimento alteradas podem ampliar os impactos econômicos e empurrar a recuperação para fundos públicos e esforços de alívio da dívida.