Presidente do TSE defende imparcialidade após TJ-BA mandar prender secretário por falta de ônibus eleitorais
Kassio Nunes Marques afirmou que suas decisões foram em grande parte referendadas pelo plenário e negou atuação unilateral enquanto juízes em Salvador agiram para garantir transporte de eleitores.
No domingo, 25 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, rejeitou publicamente alegações de que teria favorecido o candidato de oposição Flávio Bolsonaro e afirmou que mais de 80% de suas decisões foram posteriormente referendadas pelo plenário do tribunal.
Nunes Marques disse a jornalistas que o TSE não atuou de ofício em casos como o canal do WhatsApp “Exército do Lula” e enquadrou essas medidas como respostas a demandas formais, e não como ações policiais unilaterais.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, e realizou diligências in loco após registrar a falta de ônibus necessários para o transporte de eleitores.
O TSE afirmou que vem recebendo relatórios periódicos do TRE-BA, divulgou um balanço preliminar nacional de 138 incidentes no dia da eleição e reiterou que as urnas eletrônicas estão funcionando e que não foram registradas votações em cédulas de papel.
O episódio evidencia uma disputa em curso sobre quais cortes têm competência para fiscalizar a logística eleitoral, representa um risco prático ao acesso dos eleitores em locais como Salvador e pode provocar novos confrontos jurídicos sobre supervisão eleitoral nos próximos dias.