Presidente do Fed diz que inflação não desacelera e mercado vê 55,5% de chance de alta em setembro
Expectativa por aumento de 0,25 ponto já subiu; relatório de inflação de agosto dos EUA, em 11 de setembro, será o teste decisivo para a política do Fed.
Em discurso em Jackson Hole na sexta-feira, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que a inflação subjacente "não está desacelerando o suficiente" e avisou que o banco central dos EUA "tem trabalho a fazer" para devolver a inflação à meta de 2%.
Após as declarações, o mercado rapidamente revisou o cenário: a ferramenta CME FedWatch mostrou cerca de 55,5% de probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual em setembro, e os títulos do Tesouro americano de dois anos subiram até cerca de 4,32%.
O dólar se fortaleceu e investidores buscaram ativos considerados mais seguros nos EUA, o que pressionou o real para cerca de R$5,21 e pesou sobre ações brasileiras.
O Société Générale alterou sua projeção base, passando a prever uma série de altas de 0,25 ponto percentual começando em setembro, com novos ajustes em dezembro de 2026 e março de 2027, refletindo uma reavaliação dos riscos de inflação persistente.
Warsh evitou confirmar uma decisão imediata e ressaltou que o Fed está se afastando de orientações rotineiras de curto prazo. Assim, o relatório de inflação americano de agosto, divulgado em 11 de setembro, e a reunião do Fed em 15–16 de setembro serão os gatilhos imediatos para definir se a nova precificação do mercado se mantém e qual será o impacto sobre os custos de empréstimos globais.