Pentágono anuncia comando de guerra autônoma e acelera compra de IA e drones
Plano prevê comando de quatro estrelas e estudo de 120 dias para orientar aquisições; questionamentos sobre orçamento e conflitos de interesse persistem
O Pentágono anunciou seis medidas voltadas a ampliar o uso de robôs, drones e inteligência artificial no campo de batalha, entre elas a proposta de criar um Autonomous Warfare Command chefiado por um oficial de quatro estrelas e o lançamento do estudo Project Meridian de 120 dias para orientar capacidades futuras.
O Project Meridian será conduzido pela MITRE e por um painel que inclui executivos do setor privado; seus resultados públicos e classificados devem ser entregues até 28 de janeiro de 2027. Líderes do Project Agincourt foram nomeados para preparar, em cerca de 30 dias, um plano de criação do novo comando, e a Force Agility and Streamlining Team (FAST) já revisa programas para ajudar a moldar o orçamento do FY2028 (ano fiscal de 2028 dos EUA).
A iniciativa se apoia em trabalhos operacionais em andamento, como a Operation Jailbreak do Exército americano, que integrou dados de 156 plataformas e testou protótipos autônomos. O movimento também levou a grandes decisões da indústria, entre elas investimentos importantes da empresa Anduril e contratos bilionários.
Permanecem questões centrais: se o Congresso dos EUA concederá ao novo comando poderes independentes de orçamento e compras e como o Pentágono lidará com potenciais conflitos de interesse decorrentes da forte participação da indústria no processo.