Operação da INTERPOL derruba 10.909 redes de cibercrime na África e recupera US$ 105 milhões
Ação coordenada entre 29/6 e 31/8/2026 levou a 1.462 prisões; perdas estimadas chegam a US$ 385 milhões.
A INTERPOL anunciou em 22 de outubro que a Operação Serengeti III, realizada entre 29 de junho e 31 de agosto de 2026, resultou em 1.462 prisões, 10.909 redes maliciosas desarticuladas e mais de US$ 105 milhões recuperados.
As investigações identificaram 65.929 vítimas e associaram a infraestrutura interrompida a perdas estimadas em cerca de US$ 385 milhões, mostrando uma grande diferença entre os valores apreendidos e o dano total.
Empresas privadas de cibersegurança — entre elas Group-IB, Kaspersky, Team Cymru e Fortinet — forneceram inteligência prévia sobre domínios suspeitos, endereços IP e servidores de comando e controle que orientaram as operações direcionadas.
Ações notáveis por país incluíram 365 prisões em Uganda relacionadas a golpes transnacionais de investimento e previdência, apreensão de mais de 2.000 equipamentos de mineração de criptomoedas e aparelhos de energia ilegais em Angola, e prisões na Nigéria ligadas a grandes campanhas de phishing/BEC, com US$ 2,4 milhões rastreados via criptomoedas.
As autoridades informam que o rastreamento financeiro e as investigações transfronteiriças continuam em andamento para localizar mais suspeitos e recuperar ativos, e alertam que criminosos podem mudar de tática, usando lavagem via criptomoedas e engenharia social assistida por inteligência artificial.