NVIDIA se beneficia da corrida por computação de IA; Palantir precisa acelerar entregas para transformar contratos em receita
A oferta de chips limita o crescimento imediato da NVIDIA, e Palantir relata US$13,1 bi em contratos pendentes e busca ampliar capacidade de implantação com parceiros como a Fujitsu.
Em meados de setembro, a NVIDIA informou alta de cerca de 106% na receita, com vendas da divisão Data Center subindo aproximadamente 117%, e alertou que sua expansão de curto prazo é limitada pela oferta, não pela demanda.
A Palantir registrou crescimento de receita de aproximadamente 93% em um ano e declarou US$13,1 bilhões em remaining deal value (valor contratual remanescente) e US$4,9 bilhões em remaining performance obligations (obrigações de desempenho remanescentes).
Segundo a Palantir, o gargalo para reconhecer esse backlog como receita é o trabalho de implantação de IA realizado por seus forward deployed engineers (engenheiros destacados em campo) e parceiros. Para aumentar a capacidade de entrega, a empresa anunciou a Fujitsu como parceira global de FDE (forward deployed engineer).
Analistas estão divididos sobre as perspectivas da Palantir: alguns bancos elevaram preço‑alvo para as ações, e outros, como o Jefferies, alertam que a avaliação e a durabilidade da vantagem em IA para clientes governamentais podem deixar os papéis vulneráveis.
Se a oferta de capacidade de computação permanecer apertada, a NVIDIA tende a capturar a próxima onda de gastos com IA. Já o crescimento de curto prazo da Palantir dependerá de quão rápido a empresa conseguir contratar e ampliar equipes de implantação para converter contratos assinados em resultados para clientes e em caixa.