Muse, assistente da Meta, ganha conexões com Spotify e Plaid em meio a dúvidas sobre privacidade
Lançamentos ampliam funções — tocar música, ver saldos e transações — enquanto lojas e especialistas questionam que dados o agente pode acessar e como será usado para compras automatizadas.
Na sexta-feira, o Muse passou a contar com um conector para o Spotify que permite tocar músicas, salvar faixas, montar playlists, iniciar reprodução por agendamento e criar um “Personal Podcast” salvo na biblioteca do usuário no Spotify.
A Meta confirmou também integração com a Plaid, que dá ao Muse acesso somente leitura a mais de 12.000 instituições financeiras dos Estados Unidos, permitindo mostrar saldos e transações; a ação exige aprovação explícita do usuário antes de qualquer operação.
A Amazon bloqueou o Muse de fazer compras em seu site, informando aos usuários que o agente não está autorizado a acessar a loja e exibindo um pop-up que impede compras iniciadas pelo Muse.
Testes práticos e avaliações mostram que há forte interesse do público — o app Muse liderou o ranking do iOS e alcançou centenas de milhares de downloads — mas compras e automação de tarefas funcionam de forma irregular na prática, e alguns usuários de Mac relataram comportamentos de acesso preocupantes.
A Meta afirma que o Muse executa cada usuário dentro de uma máquina virtual segura protegida por um componente chamado Sentinel, com permissões em camadas que leem antes de escrever; ainda assim, pesquisadores, avaliadores e falhas divulgadas no macOS reforçaram pedidos por auditorias independentes e controles de usuário mais claros.