Ministro da Fazenda do Brasil descarta controles de capital enquanto dados do Tesouro mostram déficit no meio do ano
O déficit primário de R$92,2 bilhões do Tesouro Nacional no 1.º semestre lança dúvidas sobre a afirmação do governo de que as lacunas fiscais estão fechadas e pode pressionar as taxas de juros.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse à GloboNews na quinta‑feira que o governo não vai adotar controles de capitais e que a opção não está em discussão.
Durigan também afirmou que a administração não está considerando regras formais para vincular aumentos reais do salário mínimo e que os gastos obrigatórios serão gerenciados para ajudar a reduzir as taxas de juros.
O ministro reiterou sua afirmação de que o governo fechou um déficit herdado de cerca de 2% do PIB e que as contas públicas estão sob controle.
Dados oficiais do Tesouro Nacional relataram um déficit primário do governo central de R$92,2 bilhões de janeiro a junho, um contraponto factual contemporâneo à afirmação pública do governo de ausência de déficit primário.
Os mercados vão observar se a melhora nas classificações de agências de crédito citadas pelo ministro se traduz em custos de empréstimos mais baixos e se os resultados fiscais forçarão mudanças nas expectativas de taxa de juros ou nas regras de gastos sociais.