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Ministro da Fazenda do Brasil busca solução fiscal rápida enquanto o Tesouro aponta risco para 2028
A pressão pública aumenta a exigência por reformas concretas para evitar um forte aumento da dívida a partir de 2028.
Na segunda‑feira o ministro da Fazenda Dario Durigan disse que o governo vai apresentar propostas detalhadas de ajuste fiscal antes de 2027 para restaurar a confiança dos investidores após um alerta do Tesouro sobre trajetórias futuras.
Um relatório do Tesouro Nacional divulgado no final de junho advertiu que as metas fiscais atuais podem tornar‑se inviáveis a partir de 2028 sem mudanças estruturais duráveis porque os gastos obrigatórios estão crescendo mais rápido do que o orçamento pode sustentar.
Durigan defendeu programas de crédito de curto prazo recentes para caminhões e motocicletas como legalmente limitados, incluídos no Orçamento da União de 2026, e não como fonte de deterioração fiscal.
Ele rejeitou um socorro federal ao Banco de Brasília, disse que o banco perdeu cerca de R$12 bilhões em operações de que chamou de origem criminosa, e descreveu garantias locais, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e soluções privadas como o caminho para a resolução.
Durigan disse que vai pressionar autoridades dos EUA no G20 para reverter sobretaxas recentes e que o Banco do Brasil e o BNDES vão oferecer linhas de crédito temporárias enquanto os mercados se concentram no documento orçamentário devido ao Congresso em 31 de agosto.