Micron volta a superar US$1.000 por ação com alta antes do balanço do quarto trimestre fiscal

Contratos take‑or‑pay e demanda de grandes clientes de nuvem deram visibilidade de receita; mercado espera resultados robustos em 30 de setembro.

Ontem, 13:50

A Micron fechou acima de US$1.000 por ação em US$1.016,59 na sexta‑feira, 4 de setembro, avanço em sessão que refletiu novo interesse por ações de memória e elevou a capitalização da empresa para cerca de US$1,15 trilhão.

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O consenso de Wall Street projeta um forte quarto trimestre fiscal em 30 de setembro, com receita próxima de US$50,41 bilhões e lucro ajustado por ação (adjusted EPS) de cerca de US$30,89, impulsionados por maior demanda de DRAM e HBM de clientes de data centers voltados para IA.

Dados do setor de julho mostraram que o preço médio de venda (ASP) de DRAM subiu cerca de 6% em relação ao mês anterior, e os preços de NAND cresceram aproximadamente 9%; traders dizem que essas tendências sustentam o poder de precificação da Micron no curto prazo.

A Micron firmou 16 contratos do tipo take‑or‑pay que garantem quase US$100 bilhões em receita mínima e geraram depósitos significativos, oferecendo à empresa visibilidade de venda por vários trimestres.

A alta apoia‑se em uma escassez temporária de oferta, já que a nova capacidade de fábricas (fabs) não deve aumentar a produção de forma relevante até o fim de 2027–2028; esse risco de calendário ajuda a explicar por que a ação ainda é negociada a múltiplos futuros modestos e por que o balanço de 30 de setembro será um teste importante para a sustentabilidade do movimento.

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