Micron dispara com aperto no mercado de memória, mas greves em Taiwan e rival chinesa trazem riscos

Preço em alta e contratos multianuais elevam lucro recorde; balanço de 30 de setembro e negociações sindicais indicarão se a alta é sustentável.

Hoje, 09:35

O CEO da Intel, Lip‑Bu Tan, afirmou esta semana que os preços de memória subiram de cinco a sete vezes, reforçando alertas da indústria de que a oferta apertada pode se estender até 2027 e aumentar a demanda pelos chips da Micron.

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A Micron registrou receita recorde no terceiro trimestre fiscal, perto de US$41,5 bilhões, e margem bruta non‑GAAP em torno de 85%, sustentadas por cerca de US$100 bilhões em contratos take‑or‑pay e aproximadamente US$22 bilhões em depósitos de clientes que criam um piso de preços no curto prazo.

Dois sindicatos que representam cerca de 10.000 trabalhadores da Micron em Taoyuan e Taichung rejeitaram a proposta de bônus da empresa e indicaram disposição para greve, gerando risco operacional imediato nas fábricas que produzem grande parte do DRAM da companhia.

Relatos indicam que a chinesa CXMT planeja uma linha de P&D/produção de NAND em Pequim, o que ampliaria a concorrência na memória flash — segmento que responde por cerca de um quarto da receita da Micron — e pode pressionar preços ao longo do tempo.

Investidores estarão atentos ao balanço de 30 de setembro e a sinais sobre a oferta em 2027, porque novos produtos e fábricas nos EUA não devem alterar significativamente a capacidade antes de 2027–2028. Assim, a durabilidade do boom no curto prazo depende dos termos contratuais, do desfecho das negociações trabalhistas e da demanda dos clientes.

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