Meta tira a palavra “train” dos termos comerciais, mas mantém amplo direito de rastrear sites
Críticos dizem que a nova redação ainda permite raspagem em larga escala que pode abastecer modelos de IA; há ações legais e regulatórias previstas antes de 30 de outubro.
A Meta alterou esta semana seus termos comerciais, retirando a palavra “train” (treinar) de uma cláusula que regula o rastreamento automático (crawling) de sites vinculados a contas comerciais.
Apesar da mudança, a empresa manteve permissão para usar ferramentas automatizadas, criar “test credentials” e puxar atualizações periódicas de sites de clientes comerciais — linguagem que, na prática, preserva amplo acesso.
A Meta afirma que as alterações apenas esclarecem que o crawling apoia publicidade e produtos comerciais e que proprietários de sites podem usar robots.txt para sinalizar preferências. A empresa também diz que suas práticas de rastreamento não mudaram.
Especialistas jurídicos e grupos de editores contestam a nova redação por considerá‑la vaga — citam termos como “develop” e o indefinido “business product” — e já preparam ações legais e pedidos a reguladores antes de os termos entrarem em vigor em 30 de outubro.
A disputa levanta questões mais amplas sobre o poder das plataformas e direitos sobre conteúdo, porque a definição ampla de “business customer” da Meta abrange a maioria dos editores e muitas empresas, forçando escolhas sobre acesso, receita e licenciamento que podem redesenhar a relação desses veículos com grandes plataformas de tecnologia.