Meta terá balanço do 3º trimestre sob pressão por receitas do assistente Muse e forte capex em IA
Investidores vão checar se Muse começa a transformar usuários em receita suficiente para justificar US$130–145 bilhões em gastos com IA até 2026.
Os resultados do terceiro trimestre da Meta, divulgados após o fechamento do pregão na quarta-feira, eram esperados em cerca de US$63,3 bilhões em receita, com investimento de capital (capex) trimestral perto de US$41–42 bilhões, enquanto investidores buscam sinais concretos de monetização.
A empresa projetou gastos de capital para 2026 entre US$130 bilhões e US$145 bilhões, com a maior parte direcionada a data centers, chips de IA customizados e contratos de energia de longo prazo, inclusive acordos nucleares na ordem de gigawatts.
O assistente Muse teve adoção rápida no início, com milhões de downloads e vários milhões de usuários diários, e a Meta lançou versões pagas do Muse em outubro, mas a companhia ainda não divulgou receitas relevantes provenientes do produto.
Os pesados gastos com IA comprimiram o fluxo de caixa livre, e analistas esperam uma despesa legal de aproximadamente US$10 bilhões neste trimestre, o que deve pressionar ainda mais o lucro e a geração de caixa no curto prazo.
Wall Street está dividida sobre o retorno do investimento da Meta: alguns analistas apontam melhor direcionamento de anúncios e o Muse como caminhos para recuperar a aposta, enquanto outros alertam que a escala do capex pode sobrecarregar fornecedores e exigirá uma orientação mais clara para 2027 para restaurar a confiança.