Margaret Hamilton, pioneira do software da Apollo, morre aos 90 anos
Código 'defensivo' que ela criou permitiu que o computador da Apollo 11 ignorasse tarefas não essenciais durante alarmes 1201/1202 e prosseguisse a descida
O MIT confirmou que Margaret Hamilton morreu em 30 de setembro e divulgou a notícia em 7 de outubro; o instituto e a NASA prestaram homenagens e planejam um memorial em Cambridge no segundo semestre de 2026.
Hamilton chefiou a equipe do MIT que desenvolveu o software de bordo do programa Apollo e, em 1968, já comandava o grupo responsável pelo software do Módulo de Comando e Serviço, que chegou a ter centenas de membros.
Seu projeto 'defensivo' usava escalonamento por prioridade e tratamento de falhas para que o Apollo Guidance Computer descartasse tarefas não essenciais e mantivesse em funcionamento as funções críticas da missão quando havia sobrecarga.
Esse comportamento de recuperação foi fundamental na Apollo 11, quando o computador gerou os alarmes 1201 e 1202 pouco antes do pouso, e o controle da missão confiou no software para continuar a descida.
Após a Apollo, Hamilton publicou mais de 130 artigos, fundou as empresas Higher Order Software e Hamilton Technologies, e recebeu honrarias, entre elas a Presidential Medal of Freedom em 2016.