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Maioria diz que Moraes errou ao proibir visitas de Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha
A pesquisa mostra amplo apoio público à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro mesmo com os tribunais mantendo limites estritos às suas comunicações para conter mensagens políticas.
Uma pesquisa Datafolha com 2.004 eleitores, realizada em 22–23 de julho e registrada no TSE, encontrou que 59% dos brasileiros julgam que o ministro do STF Alexandre de Moraes agiu errado ao proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar seu pai preso.
Moraes suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias em 13 de julho depois que o senador publicou uma carta de Jair Bolsonaro que o ministro disse ter sido produzida para ser disseminada publicamente, uma decisão que o tribunal enquadrou como um “desvio de finalidade” ou uso indevido do direito de visita.
Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março sob condições que incluem uma tornozeleira eletrônica e a proibição de celulares, chamadas telefônicas ou uso de redes sociais diretamente ou por meio de terceiros.
A pesquisa também apontou que 59% são favoráveis a Bolsonaro cumprir a pena em casa e 62% se opõem ao seu acesso a redes sociais durante a prisão domiciliar, revelando que muitos brasileiros separam simpatia pelo contato familiar do apoio a limites nas comunicações políticas.
A proibição de visitas por 90 dias se estende pelo período da campanha do primeiro turno e pode restringir a capacidade do PL de usar visitas familiares presenciais para mensagens eleitorais, um ponto central na decisão de Moraes e nos argumentos jurídicos da defesa de Bolsonaro de que as medidas são desproporcionais.