Anchooor
Lula pede ao diretor da OMS que diga ao presidente Trump para preservar o financiamento e exibe o sistema de saúde universal do Brasil
O recurso busca proteger os recursos da OMS ao usar o SUS do Brasil como prova de que um sistema público e universal pode oferecer atendimento de alta tecnologia aos pobres.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o diretor‑geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no Hospital Federal do Andaraí, no Rio, em 28 de julho, e lhe pediu que transmitisse ao presidente Trump a importância de manter o financiamento dos EUA para a Organização Mundial da Saúde.
Tedros elogiou publicamente o Sistema Único de Saúde do Brasil como um raro sistema universal e juntou‑se a autoridades do governo na entrega de um dossiê que inicia o processo do Brasil para certificação internacional da eliminação da transmissão mãe‑filho da hepatite B.
A dupla inspecionou unidades móveis de saúde, ambulâncias do SAMU e um centro de radioterapia recentemente reaberto como parte de um esforço do governo para mostrar recuperação e expansão dos serviços federais de saúde no Rio após o que Lula chamou de anos de abandono sob a administração anterior.
Lula usou experiência pessoal de radioterapia recente para argumentar que tratamentos avançados devem estar disponíveis tanto para pacientes pobres quanto para ricos e instou a OMS a divulgar o modelo do SUS internacionalmente.
A visita de Tedros coincide com a 26.ª Conferência Internacional sobre AIDS no Brasil e pode fortalecer a cooperação técnica, mas também exercer pressão diplomática sobre os formuladores de política dos EUA em relação ao financiamento da OMS e às prioridades de saúde global.