Lula garante quarto mandato, mas encara Congresso bem mais conservador
Força maior da direita no Congresso e gasto recorde na campanha obrigarão Lula a fazer amplos acordos para aprovar o Orçamento de 2027
Lula garantiu o quarto mandato presidencial após a votação de 25 de outubro, mas a partir de 2027 governará com o PL como maior partido isolado nas duas Casas.
O PL e aliados conquistaram 121 vagas na Câmara e 28 assentos no Senado, fortalecendo blocos de perfil mais conservador e elevando a importância das disputas por postos de direção e pela pauta legislativa.
A pressão fiscal é imediata: o pacote de benefícios adotado na campanha mobilizou R$298,4 bilhões em 2026 e a dívida pública estava próxima de 83% do PIB, o que obriga o novo governo a apresentar planos críveis para investidores.
Lula terá de contar com o Centrão e com emendas parlamentares volumosas — estimadas em cerca de R$57 bilhões — para formar maiorias no Orçamento de 2027 e avançar suas promessas de governo.
O Senado mais forte aumenta a probabilidade de embates mais duros nas sabatinas de indicados ao Supremo Tribunal Federal e dá fôlego a apelos por reformas no Judiciário após a controvérsia do Banco Master.