Lucro da Ryanair cai 15% e empresa vê risco de €2 bilhões por alta do combustível

Companhia tem 80% do combustível protegido até março de 2027, mas só 25% para o ano até março de 2028; medidas incluem congelamento salarial temporário e uso de IA.

Hoje, 05:11

A Ryanair informou que o lucro líquido no semestre até setembro caiu 15%, para €2,15 bilhões, apesar de alta de 3% na receita e de 6% no número de passageiros.

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A companhia disse ter cerca de 80% do combustível coberto por hedge até março de 2027 a aproximadamente US$67 por barril, e apenas cerca de 25% protegido para os 12 meses seguintes, até março de 2028, a cerca de US$95 por barril. Isso a deixa exposta a um aumento estimado de €2 bilhões na conta de combustível se os preços futuros se mantiverem.

A diretoria está revendo um pacote amplo de medidas de custo, incluindo congelamento temporário de salários, renegociação de contratos com aeroportos, redução da proporção de tripulação de cabine e maior uso de inteligência artificial para cortar despesas operacionais e administrativas.

A Ryanair alertou que as tarifas de voos de curta distância na Europa provavelmente subirão em percentuais de dois dígitos no próximo ano, à medida que as companhias repassarem o aumento do combustível. A empresa já reduziu sua meta de passageiros e ajustou a malha de inverno para limitar a exposição.

O choque do combustível expõe um risco maior para o setor: muitos hedge de companhias aéreas europeias vencem no próximo ano, o que pode reduzir capacidade, pressionar ainda mais as tarifas e afetar orçamentos das famílias e as equipes das empresas aéreas.

Resumo produzido a partir de 13 fontes em 12 veículos · Powered by Anchooor
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