Anchooor
Kirchner leva caso Vialidad ao Comitê de Direitos Humanos da ONU
Seu pedido busca anular uma proibição vitalícia que ela chama de proscrição política ao provocar revisão internacional dos juízes que a condenaram.
Cristina Fernández de Kirchner anunciou quarta-feira que apresentou uma comunicação individual ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para contestar sua condenação no caso Vialidad e a inelegibilidade perpétua.
Ela diz que a pena de seis anos de prisão é secundária e que a verdadeira sanção é a proibição vitalícia, que ela descreve como um esforço deliberado para impedir seu movimento político de chegar ao poder.
Kirchner alega que os procedimentos foram moldados por "machismo estrutural" em partes do Judiciário argentino e vincula esse tratamento judicial à tentativa de assassinato contra ela em 1º de setembro de 2022.
Sua petição é patrocinada pelo jurista espanhol Javier Borrego e pelo jurista brasileiro Rafael Valim e pede que o órgão da ONU submeta os juízes argentinos envolvidos a escrutínio sob o direito internacional dos direitos humanos.
O Comitê de Direitos Humanos da ONU agora decidirá se admite a comunicação e a analisa; qualquer conclusão seria separada dos tribunais da Argentina e seu desfecho e cronograma permanecem pendentes.