Jason Isbell e outros músicos processam a Suno por uso de identidades artísticas
Autores afirmam que Suno codificou ‘impressões vocais’ de intérpretes em seus modelos; pedem indenização e liminar que pode redefinir limites legais da música gerada por IA.
Uma ação coletiva federal movida nesta terça-feira por Jason Isbell, David Lowery, Guy Forsyth e Eduardo Calle alega que a plataforma de geração musical Suno permite criar canções que evocam artistas nomeados e pede indenização estatutária e punitiva.
O processo afirma que a Suno armazenou ‘voiceprints’ — impressões vocais específicas de intérpretes — dentro de seus modelos, e que filtros para bloquear nomes de artistas podem ser burlados por comandos que pedem o ‘tom e a fraseologia’ de um artista, usam nomes reais em vez de nomes artísticos ou inserem espaços entre as letras.
A Suno nega ter retido nomes de artistas em metadados e diz que seus modelos bloqueiam solicitações específicas por artista, ao mesmo tempo em que anunciou medidas técnicas planejadas, como watermarking, fingerprinting e limites de download, cujos detalhes e eficácia ainda não estão claros.
A queixa foca no direito de publicidade (rights of publicity), e não em direitos autorais; por isso sustenta que os artistas mantêm controle sobre o uso de sua identidade mesmo quando os direitos de gravação são licenciados. Os autores citam exemplos que dizem demonstrar reprodução da identidade dos intérpretes.
O novo processo se soma a litígios em curso movidos por Universal, Sony e Round Hill e sucede um acordo anterior com a Warner, aumentando a possibilidade de que os tribunais estabeleçam limites importantes sobre como modelos de IA musical podem usar dados de identidade de performers.