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Insultos de Milei em comício do PL provocam grande disputa diplomática Brasil–Argentina
Convocações diplomáticas, recordações de embaixadores e investigações legais começaram, com líderes empresariais alertando que a disputa pode ameaçar o comércio e a cooperação no Mercosul.
Em convenção do PL em São Paulo no sábado, 25 de julho, o presidente argentino Javier Milei insultou publicamente o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e chamou o ministro do STF Alexandre de Moraes de “lixo careca”, comentários que desencadearam a crise.
O Brasil respondeu convocando o embaixador da Argentina em Brasília e chamando seu embaixador em Buenos Aires para consultas, medidas que o ministério das Relações Exteriores disse sinalizar a gravidade sem precedentes do episódio.
Parlamentares e procuradores brasileiros atuaram rapidamente: um deputado do PSOL apresentou um projeto de declaração de Milei como persona non grata e uma coalizão liderada pelo PT pediu à Procuradoria-Geral Eleitoral que investigue a natureza e o financiamento da participação de Milei no evento do PL.
Órgãos judiciais e magistrados seniores condenaram os ataques a um juiz em exercício, afirmando que os insultos ameaçam a independência judicial e a civilidade institucional e motivando notas públicas de preocupação do STF e de associações de juízes.
Custos econômicos e regionais aumentam a pressão para conter a disputa porque a Argentina foi o terceiro maior parceiro comercial do Brasil em 2025 (cerca de US$31 bilhões), a indústria automobilística depende de vendas transfronteiriças, e as negociações do Mercosul podem ser prejudicadas se as tensões persistirem.