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Insultos de Milei a Lula em São Paulo provocam protesto diplomático brasileiro
O Brasil convocou o embaixador da Argentina e chamou de volta seu enviado enquanto autoridades avisam que o episódio pode aprofundar rachas políticos entre as duas maiores economias da região.
A disputa começou quando o presidente argentino Javier Milei falou em uma convenção do PL em São Paulo no fim de semana e insultou publicamente o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao apoiar Flávio Bolsonaro.
O Itamaraty convocou o embaixador da Argentina para exigir explicações formais e chamou de volta seu próprio embaixador em Buenos Aires para consultas em Brasília, medidas que o governo descreveu como um forte protesto diplomático.
Altos funcionários brasileiros, incluindo o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Dario Durigan, condenaram as declarações de Milei como uma ingerência inaceitável na política interna, enquanto o próprio Lula minimizou o ataque com uma pergunta irônica.
Milei também acusou o Brasil de financiar uma campanha “anti‑Argentina” e afirmou que 25% do financiamento vinha do Brasil, uma alegação que foi noticiada, mas que não foi sustentada por evidências públicas.
A China contatou Lula para expressar apoio à soberania do Brasil, ressaltando o interesse geopolítico na disputa e aumentando o risco de que a polarização política em curso possa prejudicar o comércio e a cooperação entre os dois vizinhos.