Anchooor
Influenciador bolsonarista chama jornalistas de "vagabundas pagas" e faz comentário sobre estupro envolvendo Miriam Leitão
Pedidos de investigação seguem comentários que usaram linguagem sexista e incitadora contra jornalistas
O influenciador Paulo Figueiredo, que fez os comentários na terça-feira, 28 de julho, usou observações transmitidas ao vivo para chamar jornalistas de "putas pagas" e disse que Miriam Leitão "não merecia ser estuprada", repetindo um xingamento relacionado a estupro ligado a um comentário passado de Bolsonaro.
Entidades nacionais de jornalistas, incluindo o Sindicato dos Jornalistas do DF, a Fenaj e a Comissão Nacional de Mulheres Jornalistas da Fenaj publicaram um repúdio formal qualificando as declarações como misóginas, criminosas e um ataque à liberdade de imprensa.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) condenou as declarações como além da liberdade de expressão e como uma "grave incitação ao ódio e à intimidação", e pediu às autoridades que investiguem e responsabilizem os autores.
A cobertura observa que este episódio se encaixa em um padrão de comentários provocativos de Figueiredo sobre mulheres e a imprensa e intensificou as tensões dentro do PL depois que o dirigente do partido Valdemar Costa Neto recentemente o criticou.
A referência a Miriam Leitão é especialmente carregada porque ela foi vítima documentada de tortura sob a ditadura militar do Brasil, e o incidente reviveu debates sobre publicidade pública, independência da mídia e a proteção de jornalistas.