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Inflação do Brasil volta para dentro da meta enquanto IPCA de julho desacelera
A queda dá ao banco central espaço para avaliar novo afrouxamento, sujeito aos dados de curto prazo, ao clima e aos riscos geopolíticos.
O IPCA oficial subiu 0,07% em julho e ficou em 4,44% nos últimos 12 meses, retornando abaixo do teto de 4,5% da meta do banco central.
Os principais vetores da desaceleração de julho foram quedas sazonais acentuadas em muitos itens de alimentos frescos e alívio nos preços dos combustíveis, enquanto comer fora e serviços permanecem mais fortes e os custos de eletricidade subiram.
O Banco Central cortou a taxa Selic para 14% no início de agosto e diz que movimentos futuros serão decididos reunião a reunião, com o mercado precificando um possível corte adicional de 0,25 ponto percentual em setembro dependendo de novos dados.
A leitura do IBGE na terça-feira trouxe apenas alívio parcial porque os preços dos alimentos subiram muito mais do que outros itens nos últimos anos, de modo que muitas famílias podem não sentir melhora imediata no custo de vida.
Economistas alertam que um El Niño forte, maior pressão sobre commodities globais ou o dólar e choques geopolíticos renovados poderiam reverter rapidamente a desinflação, tornando os dados de agosto e setembro cruciais para a política e para o debate eleitoral.