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Inflação de julho desacelera nos EUA e no Brasil enquanto a Índia registra alta puxada por alimentos
Formuladores de políticas veem sinais de desinflação parcial, mas alertam que custos habitacionais, choques nos alimentos e preços voláteis do petróleo mantêm as decisões de taxa de curto prazo condicionadas aos dados que chegam
O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,1% em julho e 3,4% na comparação anual, com o núcleo do CPI avançando 0,2% no mês e 2,5% em base anual, e os custos de moradia responsáveis por cerca de dois terços do ganho mensal.
A queda dos preços da energia fez o índice de energia dos EUA recuar 1,5% em julho e a gasolina caiu 2,9%, o que ajudou a conter a inflação geral mesmo com a energia permanecendo bem acima dos níveis do ano passado.
Os mercados reduziram as chances de um aumento de juros do Federal Reserve em setembro após a leitura em linha dos EUA, mas os contratos futuros e os formuladores de política permanecem dependentes dos dados diante da recente fraqueza do emprego e da volatilidade dos preços do petróleo.
A inflação varejista da Índia subiu para 4,45% em julho, puxada principalmente por alimentos como cebola, alho e gengibre, mantendo a inflação geral acima do objetivo de 4% de médio prazo do Reserve Bank of India.
A inflação anual do Brasil desacelerou para 4,44% em julho, trazendo‑a de volta à banda de tolerância do banco central e refletindo o arrefecimento dos preços dos alimentos, embora analistas alertem que um retorno pleno à meta de 3% possa levar mais tempo.