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Indústria da Argentina estagna após queda em junho, diz a UIA
Faltas de oferta, juntamente com a fraca demanda interna, impediram uma recuperação sustentada da indústria.
A Unión Industrial Argentina estimou que a produção industrial caiu 1,8% em termos anuais em junho e recuou 0,2% em relação a maio, deixando o primeiro semestre de 2026 em território negativo.
O relatório descreve um padrão de «serrucho» de alternância entre altas e quedas mensais que tem mantido a atividade geral instável desde o final de 2025 e impedido uma recuperação sustentada.
O desempenho é desigual entre os setores: construção, metalurgia e siderurgia registraram quedas claras, enquanto refinarias, parte do processamento de alimentos e atividade ligada ao agroexportador deram o principal suporte.
A produção foi afetada em junho por interrupções no fornecimento de gás e por custos elevados de combustíveis que forçaram cortes em algumas plantas, mesmo com o consumo industrial de eletricidade elevado, os registros de máquinas e as exportações para o Brasil mostrando melhorias de curto prazo.
A produção permanece cerca de 10% abaixo dos níveis de 2022–2023, um hiato que limita contratações e investimentos e significa que qualquer melhora no segundo semestre dependerá de demanda de exportação sustentada e de fornecimentos de energia mais estáveis.