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Guardas municipais tornam-se a segunda maior força de segurança do Brasil
O estudo com referências cruzadas do FBSP conclui que o rápido crescimento municipal superou a regulamentação, aprofundou a pressão fiscal e aumentou os apelos por supervisão nacional.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou sua segunda edição do Raio‑X na terça‑feira mostrando guardas municipais em 107.457 em 2025, ultrapassando as polícias civis estaduais em 96.902 enquanto a Polícia Militar permaneceu a maior força com 413.319 efetivos.
O total do FBSP é maior que uma amostra do Ministério da Justiça com base em 2024 porque pesquisadores cruzaram RAIS, Munic e registros ministeriais e verificaram dados município por município, produzindo uma estimativa de 1.384 organizações de guardas.
O estudo documenta amplas lacunas de governança: a maioria dos corpos de guarda municipais não tem códigos de conduta formais, um terço não tem normas disciplinares e um quarto não tem ouvidoria, e 44 municípios excedem os limites legais de 2014 sobre o tamanho da guarda.
O FBSP destaca a pressão fiscal no setor de segurança com 424.415 aposentados que respondem por 34% da remuneração e uma folha de pagamento da segurança em 2025 próxima de R$230 bilhões, dividida aproximadamente em R$135 bilhões para ativos e R$96 bilhões para inativos.
A mudança levanta questões concretas de política pública sobre padronizar a fiscalização, esclarecer o papel municipal na policiamento e corrigir estruturas salariais e de carreira desiguais, questões que podem moldar o debate sobre a PEC da segurança e o SUSP.