Fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA gera investigações federais e representações eleitorais
Reportagem diz que Casa Branca teria ajudado a organizar voo privado e concedido parole temporário nos EUA; caso amplia apurações no Brasil e acirra dissenso político.
Autoridades brasileiras afirmam que a Polícia Federal investiga como Flávio Bolsonaro deixou o país após o TSE declarar Lula reeleito em 25 de outubro e depois de a PF ter solicitado a apreensão do seu passaporte por ordem do STF.
Reportagens do The New York Times, citadas na mídia brasileira, dizem que o assessor da Casa Branca Jason Miller teria organizado o jatinho privado que levou Flávio aos Estados Unidos e que o presidente Trump aprovou parole temporário para ele e sua família.
Após chegar a Miami em 28 de outubro, Flávio publicou uma carta contestada que inicialmente o chamava de “verdadeiro presidente” e depois teve o trecho alterado para classificá‑lo como “um líder do Brasil”, o que motivou representações por uso indevido de símbolos nacionais e pedidos de investigação.
Advogados protocolaram um aviso formal na PF pedindo investigação sobre o uso do brasão da República na carta, e o deputado Alencar Santana acionou a Procuradoria‑Geral Eleitoral para pedir a inelegibilidade de oito anos de Flávio por suposto abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação.
O episódio enfraqueceu a posição de negociação do PL no Congresso e intensificou a disputa pela presidência do Senado entre Rogério Marinho e rivais. Também aumentou tensões diplomáticas, com o PT e outras forças políticas alertando contra ingerência estrangeira.