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FMI pede fiscalização mais rígida das stablecoins do Brasil atreladas ao dólar
O fundo alerta que tokens atrelados ao dólar se movem mais rápido e reagem mais a choques globais, criando riscos de contágio que, segundo ele, exigem regras mais claras sobre emissão, proteção do consumidor e combate à lavagem de dinheiro.
O Fundo Monetário Internacional instou formalmente o Brasil a apertar a regulação de stablecoins porque fluxos cripto transfronteiriços liderados por tokens atrelados ao dólar estão crescendo mais rápido que os movimentos de capitais tradicionais e se vinculando mais estreitamente ao sistema bancário e de pagamentos.
Análise do FMI constatou que compras de stablecoins lastreadas em dólar são cerca de duas a três vezes mais sensíveis a choques de mercado externos do que investimento em carteira ou investimento direto estrangeiro, o que aumenta o risco de que a volatilidade global possa se transmitir rapidamente pelos canais cripto.
O Banco Central do Brasil editou a Resolução BCB nº 561 em abril para vedar a liquidação de operações de câmbio supervisionadas usando ativos virtuais e para forçar uma separação entre liquidação de câmbio regulamentada e atividade cripto privada, com prazo de transição até 31 de maio de 2027 para que as empresas solicitem autorização.
A inovação de mercado continua mesmo com a ação dos reguladores, com plataformas como a Oobit integrando USDT ao sistema de pagamentos instantâneos Pix do Brasil para que usuários possam depositar reais, manter USDT e pagar via chaves Pix ou códigos QR, aumentando vínculos práticos entre stablecoins e pagamentos do dia a dia.
Reguladores e o FMI estão focados em fechar lacunas nas regras de emissão de stablecoins, proteção de ativos de clientes, controles AML/CFT e transparência de reservas porque a dominância de tokens atrelados ao dólar — estimada pelo banco central em cerca de 90% dos fluxos cripto reportados — cria riscos para arrecadação, reservas e soberania monetária.