Flávio Bolsonaro forma ampla coalizão de direita após liderança no primeiro turno
Apoios recentes, proposta de acabar com a reeleição e fala em perdão a Jair Bolsonaro alarmam juristas sobre possíveis questionamentos constitucionais
Flávio Bolsonaro ficou em primeiro lugar no primeiro turno de 4 de outubro, com 47,03% dos votos válidos, e enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 25 de outubro.
Nos dias após a votação, partidos e lideranças de centro e de direita — incluindo Republicanos, Novo, Podemos, a federação União Progressista e o governador Ratinho Jr. — manifestaram publicamente apoio a Flávio.
A campanha de Flávio tem sido ativa, com ações direcionadas como uma plataforma feminina chamada “Brasil por Elas”, grandes moto‑carreatas e eventos que reforçam laços com a base política de Bolsonaro.
Ele propôs acabar com a reeleição imediata por meio da PEC 4/2026 e chegou a levantar a possibilidade de alterar a duração dos mandatos, medidas que, segundo especialistas jurídicos, podem ser alvo de análise pelo Supremo Tribunal Federal por eventual afronta às garantias de eleição periódica.
Apesar de uma condenação de mais de 27 anos por liderar uma tentativa de golpe, Jair Bolsonaro segue influenciando a estratégia do PL desde prisão com medidas restritivas, e Flávio declarou que buscaria um indulto para ele se eleito — promessa que aumenta tensões institucionais e pode provocar reações do Judiciário e do Congresso.