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Flávio Bolsonaro envia defesa por escrito e PF cancela seu depoimento em inquérito sobre calúnia
O documento escrito desloca a etapa imediata de uma investigação federal e deixa às autoridades a decisão se a apresentação substitui uma oitiva presencial.
Na terça-feira, 28 de julho de 2026, Flávio Bolsonaro apresentou esclarecimentos por escrito à Polícia Federal e ao STF e recusou um depoimento presencial agendado que foi subsequentemente cancelado pela PF.
O inquérito decorre de uma publicação em redes sociais de 3 de janeiro na qual Flávio ligou imagens do presidente Lula a Nicolás Maduro e escreveu "Lula será delatado" seguido por uma lista de supostos crimes.
Um relatório da PF de junho concluiu que a publicação imputou falsamente crimes a Lula, mas a investigação permanece aberta no Supremo Tribunal Federal sob o ministro Alexandre de Moraes enquanto a PF analisa a defesa por escrito.
Os advogados de Flávio alegam que a publicação continha duas afirmações independentes, dizem que as imputações penais citadas referiam-se a Maduro e não a Lula, invocam liberdade de expressão e pedem o arquivamento do caso, alegando que pedidos de provas essenciais à defesa foram negados.
Pela legislação brasileira calúnia exige a atribuição falsa de um fato específico e o debate sobre se a publicação atende a esse padrão vai moldar se os esclarecimentos por escrito são aceitos ou se novas provas e depoimentos serão determinados.