FIA propõe V8 turbo‑híbridos para substituir motores de 2026
Meta é carros mais leves e mais baratos; fabricantes devem escolher entre motores próprios ou um bloco‑base padrão antes do encontro do conselho em dezembro.
A FIA circulou um rascunho no final de outubro propondo um V8 turbo de 2,0 a 2,3 litros com sistema híbrido reduzido e cerca de 900 bhp como arquitetura preferida para regras que entrariam em vigor em 2030 ou, se necessário, 2031.
A parte híbrida reduziria a recuperação elétrica para 200 kW, com 100 kW disponíveis continuamente e mais 100 kW para um modo de ultrapassagem (push‑to‑pass), enquanto metas para carroceria e acomodação de componentes visam cortar o peso do carro em aproximadamente 80 kg.
Para conter custos, o documento sugere reduzir o teto de gastos anual com motor em até metade do atual US$ 190 milhões e defende regras mais simples sobre combustíveis sustentáveis para diminuir o custo de produção desses combustíveis.
O rascunho estabelece duas rotas de desenvolvimento — evoluir as unidades atuais de 1,6 litro para V8s ou usar uma unidade‑base padronizada fornecida externamente — e os fabricantes, em geral, aceitaram o conceito do V8, mas resistem a uma padronização pesada.
Se aprovado pelo World Motor Sport Council em dezembro, as mudanças obrigariam as equipes a replanejar P&D, realocar pessoal e ajustar o desenho dos carros. A proposta responde a reclamações de pilotos e equipes de que as regras híbridas previstas para 2026 reduziram a sensação de pilotagem e aumentaram a complexidade.