Índia quer tratar data centers como infraestrutura estratégica; Tata Power anuncia pipeline de 2,8 GW

Novo quadro exige verificação de eletricidade, água e terreno antes de aprovar projetos; empresa diz ter 1.150 MW em energia limpa no portfólio

Hoje, 16:44

Em 14 de outubro de 2026, o NITI Aayog publicou um Data Centre Evaluation Framework que orienta os estados indianos a tratar grandes data centers como infraestrutura estratégica e a só conceder aprovações após checagem verificada da disponibilidade de eletricidade, água e terra.

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O quadro recomenda avaliações sazonais de água para horizontes de 20 a 30 anos, planos de ciclo de vida e descomissionamento, e que incentivos estejam vinculados a resultados mensuráveis, como uso de energia renovável e criação de empregos locais.

No mesmo dia, a Tata Power afirmou ter montado um pipeline de oportunidades de mais de 2,8 gigawatts em 29 frentes de trabalho com 18 operadores, cobrindo terrenos com fornecimento de energia, infraestrutura de transmissão e distribuição, e 1.150 MW de capacidade de energia limpa.

O documento do NITI Aayog surge num contexto em que, nos Estados Unidos, a oposição pública e regras locais vêm mudando processos de licenciamento: pesquisas mostram que cerca de três quartos dos entrevistados se manifestam contra novos data centers próximos às suas comunidades, e algumas cidades impuseram moratórias ou normas de zoneamento mais rígidas.

A combinação das medidas de política e dos sinais de mercado pode levar desenvolvedores a financiar ativos dedicados de rede e água, deslocar custos que hoje recaem sobre consumidores e tornar a negociação estadual e municipal por benefícios à comunidade e salvaguardas ambientais parte central das futuras aprovações.

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