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Fed mantém juros e combates entre EUA e Irã elevam rendimentos e reduzem ações
A incerteza do mercado aumentou depois que um voto dividido do Fed removeu a orientação prospectiva, enquanto o petróleo subiu com a retomada dos confrontos entre EUA e Irã e os estoques de petróleo bruto dos EUA muito baixos.
O Federal Reserve manteve sua taxa básica em 3,50%–3,75% na quarta‑feira, com três membros do FOMC votando a favor de aumentar os juros e o presidente Kevin Warsh removendo a orientação futura, movimento que levou investidores a reprecificar expectativas de taxas no futuro.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram e a curva de juros se inclinou, à medida que investidores passaram a exigir retornos maiores para a dívida de longo prazo, e os índices acionários dos EUA caíram fortemente, com o Dow recuando cerca de 2,2% e o S&P 500 e o Nasdaq cada um retrocedendo mais de 1,5%.
O petróleo disparou cerca de 7% após a retomada das hostilidades entre EUA e Irã e as ameaças do presidente Trump, e dados do Departamento de Energia mostraram estoques comerciais de petróleo bruto dos EUA em cerca de 7,167 milhões de barris, leitura de oferta apertada que reforçou o salto dos preços.
Resultados corporativos amplificaram os movimentos: a Meta superou estimativas de receita, mas registrou métricas de lucro mais fracas e deu uma previsão de receita para o terceiro trimestre abaixo do consenso, o que derrubou suas ações em cerca de 6%–8%, enquanto os fortes números de nuvem da Microsoft ajudaram a elevar os futuros.
O mercado brasileiro sentiu o contágio, com o Ibovespa caindo 1,52% e o real negociado perto de R$5,108, pressionados por resultados decepcionantes do Santander Brasil que atingiram ações de bancos e parcialmente compensados pela produção operacional recorde da Petrobras, que limitou as perdas do índice.