Ryanair prevê impacto de €2 bilhões com combustível e abre revisão de custos no grupo
Hedges que vencem expõem companhia a preços mais altos do combustível; medidas avaliadas incluem congelamento salarial, mudanças em tripulação e uso de IA.
A Ryanair, que divulgou resultados na segunda‑feira, informou que o lucro após impostos nos seis meses até setembro caiu cerca de 15%, para €2,15 bilhões; a receita subiu 3%, para €10,08 bilhões; e o número de passageiros cresceu 6%, para 125,8 milhões.
O grupo disse que a fatura com combustível, com base em preços a termo atuais, deve aumentar em aproximadamente €2 bilhões no ano até março de 2028, e alertou que o querosene pode permanecer elevado bem dentro de 2027 caso o conflito no Oriente Médio não termine rápido.
A Ryanair tem cerca de 80% do combustível protegido (hedged) até março de 2027 a cerca de US$67 o barril e ampliou proteções para os 12 meses seguintes para aproximadamente 25% a cerca de US$95 o barril, o que deixa a maior parte dos custos de combustível de 2027–28 exposta.
A direção abriu uma ampla revisão de custos que pode incluir congelamento temporário de salários, redução da proporção de tripulantes por cabine, renegociação de contratos com aeroportos e maior uso de inteligência artificial em operações e funções administrativas. A empresa reteve a orientação de lucro para o ano inteiro.
A companhia afirma que as tarifas devem subir de forma significativa no ano que vem, mas não cobrirão totalmente o custo extra do combustível — uma lacuna que pode pressionar tarifas ao consumidor, aumentar dificuldades para companhias europeias mais frágeis e elevar o risco de conflitos trabalhistas.