Ex‑comandante da FAB diz que risco de golpe foi iminente após eleição de 2022

Em memórias e entrevistas, Carlos Baptista Júnior relata pressão de Jair Bolsonaro e aliados sobre militares e diz que comandantes optaram por agir dentro da legalidade para evitar mortes em massa.

18 de agosto, 17:09

O aposentado comandante da Aeronáutica Carlos Baptista Júnior publicou memórias e concedeu entrevistas em que descreve esforços intensos do então presidente Jair Bolsonaro e de aliados para pressionar líderes militares a impedir ou adiar a transferência de poder após a eleição de 2022.\n\nBaptista afirma que a pressão criou um risco iminente de golpe e que temia uma ruptura no Exército. No livro ele identifica figuras como o almirante Garnier entre as que seriam simpáticas a medidas extra‑constitucionais.\n\nO ex‑comandante defende a decisão de não dispersar à força manifestantes em frente a quartéis, alegando que tal ação poderia provocar vítimas em massa, e diz que os líderes optaram por “jogar a cartilha da legalidade”.\n\nEle também justifica a nota conjunta das Forças Armadas de 11 de novembro de 2022 como uma resposta calibrada: condenou excessos, mas deixou sinais ambíguos sobre o apoio institucional ao resultado eleitoral.\n\nTodas as afirmações acima vêm do livro e das entrevistas de Baptista e não foram corroboradas de forma independente nas reportagens que as reproduzem. Ainda assim, reforçam o debate público sobre a relação civil‑militar, condenações anteriores de militares pelo STF e a reação das instituições a crises eleitorais.

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