EUA dizem que importação de robôs representa risco à segurança e abrem negociação por 180 dias

Governo americano dá prazo para reduzir dependência de máquinas estrangeiras; se não houver acordo, poderá aplicar tarifas ou cotas

Hoje, 16:07

A Casa Branca publicou uma proclamação presidencial concluindo que a importação de robôs, máquinas industriais e suas peças representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

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Assinada na quarta-feira, a proclamação determina que o secretário do Comércio e o representante de Comércio dos EUA entrem em negociações com países parceiros durante um período de 180 dias antes da adoção de quaisquer tarifas, cotas ou incentivos.

O governo não aplicou penalidades comerciais imediatas, mas deixou em aberto a possibilidade de impor tarifas ou exigir incentivos domésticos caso as negociações não resolvam as preocupações de segurança.

Autoridades citam um déficit persistente entre a produção e o consumo de robôs e máquinas-ferramenta nos EUA. Reguladores já haviam tomado medidas separadas: em julho, a FCC restringiu certos dispositivos robóticos estrangeiros por riscos de cibersegurança e vigilância.

Analistas alertam que, se as conversas fracassarem, aumentos de custo e escassez de peças podem afetar fabricantes americanos que dependem de máquinas importadas. A medida amplia o uso da Seção 232, ferramenta que já foi aplicada para proteger setores considerados estratégicos, como aço, alumínio, semicondutores e farmacêuticos.

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