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EUA concordam com consultas na OMC após Brasil contestar tarifas de Trump
Uma consulta formal de 60 dias abre uma via para negociação com as sobretaxas dos EUA permanecendo em vigor.
Os Estados Unidos aceitaram formalmente o pedido do Brasil para realizar consultas na Organização Mundial do Comércio na segunda‑feira, abrindo a janela oficial de 60 dias para negociações.
O pedido do Brasil mira duas sobretaxas adicionais recentes dos EUA — uma sobretaxa de 25% ligada a supostas práticas desleais e uma sobretaxa de 12,5% vinculada a preocupações com trabalho forçado — e argumenta que as medidas violam regras da OMC, incluindo o princípio da nação mais favorecida.
A China pediu para participar das consultas, informando à OMC que tem interesse comercial substancial porque as medidas dos EUA também afetam exportações chinesas e a concorrência no mercado dos EUA.
Se as consultas falharem, o Brasil pode solicitar um painel da OMC e um relatório do painel poderia ser apelado, mas o Órgão de Apelação está paralisado desde 2019, limitando a capacidade da organização de emitir decisões finais em grau de apelação.
Autoridades brasileiras dizem que a medida é em grande parte simbólica para registrar oposição e defender a solução multilateral de controvérsias, e exportadores não devem esperar alívio imediato, a menos que Washington altere a política por meio de negociações ou ação unilateral.