Erika Hilton pede reformulação no PSOL após federação não atingir cláusula de barreira
Perda de acesso ao fundo partidário e tempo de TV pressiona readequação de estratégia enquanto PL amplia bancada no Congresso
PSOL e Rede não atingiram a cláusula de barreira, o que lhes retira o acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito em rádio e televisão, além de enfraquecer seus recursos para as próximas eleições.
Erika Hilton, reeleita com cerca de 1,5 milhão de votos, responsabilizou publicamente a direção do partido por concentrar recursos em candidaturas com pouco potencial em vez de direcionar investimentos a estados onde teriam garantido a cláusula.
Hilton classificou como "incoerente" o sucesso eleitoral de várias mulheres conservadoras em São Paulo, por serem contrárias a avanços legais e de políticas para as mulheres, e rejeitou ficar restrita a uma agenda identitária.
Ela pediu que a esquerda atualize programas, linguagem e quadros, e criticou a campanha de Lula por não conseguir traduzir episódios como a crise no Supremo Tribunal Federal para eleitores mais amplos, recomendando maior atuação de rua e nas redes sociais na próxima etapa.
O PSOL planeja recorrer da decisão sobre a cláusula de barreira na Justiça após a federação ter ficado de fora por margem estreita, disputa que deve influenciar o financiamento partidário, a captação de candidatos e a capacidade da esquerda de enfrentar um PL fortalecido no Congresso.