EA fecha a BioWare, demite cerca de 400 funcionários e cancela próximo Mass Effect
Compra liderada pela Arábia Saudita deixou a empresa altamente endividada, forçando corte de custos e foco em franquias com maior margem.
A Electronic Arts (EA) fechou o estúdio BioWare, dispensou aproximadamente 400 funcionários espalhados por suas equipes e cancelou o projeto em desenvolvimento da próxima sequência de Mass Effect.
Investidores liderados pelo Public Investment Fund da Arábia Saudita, Affinity Partners e Silver Lake tornaram a EA empresa privada em agosto e deixaram a companhia com dívida elevada que, segundo a direção, precisa ser reduzida por meio de grandes economias.
Comunicações internas e entrevistas com funcionários descrevem os procedimentos de demissão como secretos e impessoais: trabalhadores afetados foram informados em chamadas de Zoom restritas, e colegas às vezes só souberam das saídas pelo LinkedIn.
Vários funcionários relatam que gestores estão pressionando o uso de ferramentas de IA generativa, como o Claude. Funcionários dizem que, na prática, o uso tem sido tratado como obrigatório, o que tem gerado receio sobre segurança no emprego e sobre a qualidade criativa dos jogos.
Co‑fundadores da BioWare e fãs criticaram a mudança em direção a títulos mais seguros e com retorno financeiro previsível. Analistas afirmam que a EA dificilmente venderá suas principais propriedades intelectuais no curto prazo, deixando incerta a continuidade de franquias e de projetos narrativos de longa duração.