Documentário 'Musk' pinta Elon Musk como um 'confidence man' moderno em quatro horas
Exibido em Veneza, filme de Alex Gibney liga movimentos empresariais e políticos de Musk a riscos para instituições democráticas
O documentário teve estreia mundial no Festival de Veneza nesta terça-feira e dura cerca de quatro horas, com intervalo de 10 minutos.
Alex Gibney montou o filme sem a participação de Elon Musk, usando material de arquivo, entrevistas e um avatar de IA/CG criado a partir de declarações públicas de Musk para representá‑lo em cena.
Gibney sustenta que a aproximação de Musk a líderes de direita e seu breve papel à frente do Department of Government Efficiency (DOGE) refletem esforços pragmáticos para obter dinheiro federal e influência política.
O filme apresenta depoimentos sobre a conduta pessoal de Musk, incluindo a afirmação de Ashley St. Clair de que ela recebeu oferta de aproximadamente US$40 milhões para não falar, e destaca preocupações de especialistas — em especial Geoffrey Hinton — sobre o acesso a dados governamentais durante a era DOGE e o risco teórico de usar esses dados com IA para influenciar eleições; essas alegações são relatadas no filme, mas não foram verificadas de forma independente.
Após boa recepção no festival, a Bleecker Street estreia o filme nos cinemas dos EUA em 16 de outubro, e a HBO exibirá uma versão mais longa em 2027; o documentário deve influenciar o debate público sobre regulação, poder corporativo e plataformas de tecnologia.