Dino rejeita crise "terminal" e reafirma plano de reformar o Judiciário do Brasil
Ele classificou as críticas alarmistas como motivadas politicamente, listando medidas direcionadas para punir a corrupção, reduzir atrasos, limitar o abuso da IA, impedir o fluxo de recursos para a lavagem de dinheiro e bloquear precatórios falsificados.
Flávio Dino escreveu em rede social na terça-feira que o Judiciário não enfrenta uma crise "terminal e apocalíptica" e disse que são necessárias reformas para melhorar a confiança no sistema de justiça.
Dino reiterou uma agenda de reformas que apresentou pela primeira vez em abril, priorizando punição para operadores jurídicos corruptos, fim de fundos jurídicos privados usados para lavagem de dinheiro e medidas para impedir a compra e venda de decisões judiciais.
Ele também apontou riscos operacionais e tecnológicos como prioridades, pedindo medidas para reduzir a morosidade, coibir o uso indevido de inteligência artificial e impedir que precatórios falsificados sejam usados para a prática de crimes.
As declarações de Dino ocorrem enquanto o Supremo Tribunal Federal enfrenta pressão reputacional pelas investigações da Operação Master e controvérsia sobre pagamentos extras de magistrados conhecidos como penduricalhos, e o Tribunal permanece dividido sobre o proposto Código de Ética do presidente Edson Fachin.
O debate pode moldar como as reformas são adotadas no STF porque Dino se alinha a um bloco de ministros céticos em relação ao código de Fachin, uma divisão que afetará as regras de responsabilização e a confiança pública no Tribunal.