Déficit comercial dos EUA sobe a US$88,6 bi em julho com importações ligadas à IA em alta
Fluxo recorde de computadores e semicondutores e estoques antecipados antes de tarifas elevam risco de impacto no crescimento e nas cadeias da América do Norte
Dados oficiais dos Estados Unidos divulgados em 3 de setembro mostram que o déficit em bens e serviços aumentou 24,4%, para US$88,6 bilhões, com exportações de US$310,7 bilhões e importações de US$399,3 bilhões.
As importações de bens de capital atingiram um recorde de US$140,3 bilhões, impulsionadas por aumentos em computadores, acessórios de computador e semicondutores — um padrão associado ao atual investimento em inteligência artificial.
No Canadá, o superávit comercial em bens de julho despencou para C$769 milhões, ante C$4,2 bilhões em junho. As exportações caíram 2,3% e as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6%, enquanto as importações subiram 2,2%, lideradas por veículos e peças.
Os Estados Unidos registraram déficits mensais recordes em bens com vários parceiros, incluindo Taiwan e México, e o comércio já subtraiu cerca de 1,14 ponto percentual do crescimento do PIB dos EUA no trimestre abril–junho.
O risco de política comercial está aumentando porque empresas parecem ter antecipado importações de tecnologia antes da entrada em vigor de novas tarifas dos EUA. As tarifas recentes de Washington — incluindo impostos de 50% sobre certos produtos canadenses — e investigações comerciais em curso podem provocar retaliações e tensionar ainda mais as cadeias de suprimentos integradas na América do Norte.