Danny Boyle diz que usou cerca de 30 segundos de IA em Ink e defende pagamento a atores
Diretor afirma que rosto de Margaret Thatcher foi alterado digitalmente a partir da performance de uma atriz; alerta para risco da IA no jornalismo
Danny Boyle afirmou que cerca de 30 segundos de generative AI aparecem no filme Ink, usados para animar fotografias de arquivo e para criar imagens curtas de ratos em uma cena de redação.
O diretor disse a jornalistas no festival que uma atriz foi contratada e paga para interpretar Margaret Thatcher e que a produção alterou digitalmente essa performance, em vez de gerar totalmente a imagem dela por IA.
Boyle defendeu o uso prático da tecnologia para efeitos e animais, após críticas anteriores sobre o uso de criaturas reais, mas afirmou que a IA deve ser empregada com respeito e que atores merecem receber quando suas semelhanças são alteradas.
Em Veneza e Telluride o filme teve críticas iniciais positivas e alcançou cerca de 85% no Rotten Tomatoes. StudioCanal e Netflix programaram lançamento nos cinemas em dezembro, seguido por streaming em janeiro.
A exposição do filme também serviu para Boyle alertar que as grandes empresas de tecnologia podem usar IA para substituir trabalhos jornalísticos — uma observação que insere o caso no debate maior sobre trabalho, ética e como regular imagens sintéticas.