Trump chama de “inimigo” quem usar termo ‘inteligência artificial’ em vez de ‘Super Intelligence’

Ordem executiva do governo dos EUA pede que agências federais adotem ‘Super Intelligence’ (SI), mas não impõe punições e não atinge empresas privadas.

Hoje, 15:30

No fim de setembro, a Casa Branca dos Estados Unidos publicou uma ordem executiva orientando que agências do poder executivo substituam o termo “Artificial Intelligence” por “Super Intelligence” e passem a usar a sigla SI em comunicações oficiais.

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Na quinta-feira, o presidente Trump intensificou a campanha ao postar no Truth Social que qualquer pessoa que use “Artificial Intelligence” em vez de “Super Intelligence” é “THE ENEMY” (O INIMIGO), declaração que provocou risos e preocupação entre apoiadores, críticos e especialistas em liberdade de expressão.

Especialistas e muitos tecnólogos apontam um conflito de significado: “superintelligence” costuma designar um sistema hipotético que supera amplamente o raciocínio humano — capacidade que, segundo esses especialistas, ainda não existe.

A ordem tem limites práticos: ela redefine o termo no âmbito legal federal, mas não prevê penalidades e não pode obrigar juridicamente empresas privadas ou o público a mudarem sua terminologia. Sites federais mostram adoção desigual do novo termo.

Alguns líderes do setor de tecnologia fizeram ou sinalizaram mudanças cosméticas para adotar a nova expressão; reguladores acompanham incidentes de segurança de modelos e acordos voluntários da indústria; e o governo lançou uma revisão chamada Super Intelligence Force, com prazo de 120 dias, para avaliar riscos e opções de política pública.

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