Consolidação do voto à direita transforma Flávio Bolsonaro em favorito para o segundo turno
Migração de eleitores de candidatos menores à direita estreita o caminho de Lula à vitória e reduz a base persuadível do petista.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47% dos votos válidos ante 45,2% de Lula, colocando-se como claro favorito para o segundo turno em 25 de outubro.
Jornalistas e institutos de pesquisa atribuem o resultado a um efeito de “voto útil”, em que eleitores de candidatos menores de direita migraram para Flávio, deixando Lula sem um contingente comparável de votos aliados.
Estimativas de pesquisa da Quaest indicam que cerca de 60% desses eleitores de candidatos menores agora tendem a apoiar Flávio, cerca de 30% poderiam apoiar Lula e aproximadamente 30% podem se abster — cenário que torna mais difícil a virada para Lula.
Ganho de forças de direita no Senado e uma bancada aliada maior na Câmara dão à direita novo poder para pressionar reformas fiscais e administrativas e aumentam a chance de reunir quórum de dois terços para votações de impeachment, dizem analistas.
Os mercados reagiram positivamente: o real se valorizou e as ações subiram na segunda-feira, enquanto analistas alertam que uma desaceleração econômica em 2027 pode corroer ganhos políticos iniciais e que altas taxas de rejeição a ambos os candidatos mantêm riscos de governabilidade para o eleitorado.