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Confiança no Brasil enfraquece à medida que consumidores recuam e pessimismo da indústria aumenta
Endividamento elevado das famílias, taxas de juros restritivas e cautela industrial persistente arriscam desacelerar o consumo e o investimento nos meses à frente.
Dados de pesquisa de julho divulgados em 27–28 de julho mostram que o Índice de Confiança do Consumidor da FGV caiu 0,4 ponto para 88,3, marcando a terceira queda mensal consecutiva e a leitura mais baixa desde março de 2026.
A FGV disse que a queda foi puxada por uma queda de 2,6 pontos no Índice da Situação Atual, com as famílias relatando piora nas finanças, maior inadimplência e forte endividamento.
O Icei industrial da CNI, com base em 1.656 empresas pesquisadas entre 1.º e 10 de julho, constatou que o pessimismo aumentou de 24 para 26 setores e que a indústria está sem confiança há 19 meses, com apenas 3 dos 29 segmentos acima do patamar de confiança de 50 pontos.
A FGV informou que o Índice de Confiança da Construção subiu 0,8 ponto para 92,5 à medida que a atividade residencial melhorou, mesmo com o enfraquecimento das expectativas para infraestrutura e a utilização da capacidade da construção caindo para 76,1%.
Analistas alertam que a combinação de orçamentos familiares apertados, custo do crédito elevado e empresas cautelosas pode reduzir contratações, adiar investimentos e desacelerar a atividade industrial e do consumidor nos próximos meses.