Colúmbia Britânica processa OpenAI e Sam Altman por tiroteio em escola
Ação federal nos EUA pede indenização, divulgação de registros internos e ordens para mudar como a empresa trata ameaças violentas
A província da Colúmbia Britânica entrou com uma ação na segunda-feira em um tribunal federal em San Francisco, acusando a OpenAI e o CEO Sam Altman de não avisarem a polícia depois que a equipe de segurança da empresa sinalizou conversas do atirador no ChatGPT.
A petição, de 39 páginas, pede indenização para cobrir custos de recuperação, incluindo a reconstrução da Tumbler Ridge Secondary School; medidas cautelares para alterar o procedimento da OpenAI no tratamento de ameaças; e a divulgação de registros de conversas internas.
A província afirma que revisores de segurança da OpenAI recomendaram contatar as autoridades em junho de 2025, mas a liderança não reportou a conta — alegação baseada em denúncias internas e revisões citadas no processo.
A OpenAI diz que não havia evidências de um ataque iminente na ocasião, que já pediu desculpas, está cooperando e reforçou suas regras de reporte; a ação deve desencadear disputas sobre jurisdição e acesso aos registros de chat.
O processo soma‑se a dezenas de ações privadas e levou a Colúmbia Britânica a pedir ao governo federal do Canadá mudanças nas leis penais e na regulamentação de segurança de IA, desenvolvimento que pode alterar deveres corporativos, regras de divulgação e supervisão regulatória de produtos de inteligência artificial.